Livraria Cultura compra operações da Fnac no Brasil

Rede francesa licenciará a marca e fará uma recapitalização para melhorar sua posição de mercado; valor da operação não foi revelado.

fnac

A Livraria Cultura comprou as operações da rede francesa de livros e produtos eletrônicos Fnac Darty no Brasil, anunciaram as duas empresas por comunicado nesta quarta-feira (19). O valor da operação não foi informado.

A Fnac Darty licenciará a marca Fnac e fará uma recapitalização para ajudar a melhorar sua posição de mercado. Para a rede francesa, o acordo vai permitir à Livraria Cultura “diversificar sua atividade” com os produtos técnicos da empresa.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da Livraria Cultura, Pedro Herz, a conclusão da venda deve ocorrer “nas próximas semanas”.

Operações no Brasil

Varejista de produtos editoriais e eletrônicos, a Fnac possui 12 lojas em sete estados brasileiros e atividades de comércio eletrônico. A companhia opera no Brasil desde 1999 e emprega hoje cerca de 550 funcionários. Segundo o grupo francês, as operações no Brasil são responsáveis por menos 2% das vendas anuais do grupo, de 7,4 bilhões de euros.

A unidade brasileira da Fnac estava entre várias empresas de varejo de eletrodomésticos e eletrônicos colocados à venda depois que o modelo de negócios de lojas amplas e baixo giro de estoque se tornou cada vez mais insustentável na pior recessão vivida pelo Brasil, destaca a Reuters.

Em fevereiro, a Fnac anunciou a intenção de se retirar do Brasil, ao mesmo tempo em que indicou que a companhia havia registrado um resultado líquido em equilíbrio (zero) em 2016. A Fnac já havia apontado, há alguns anos, dificuldades para atingir um nível crítico no país.

Já a Livraria Cultura foi fundada há cerca de 70 anos e tem hoje 18 lojas, além da operação de comércio eletrônico. O faturamento em 2016 foi de R$ 380 milhões.

Segundo a empresa, a união entre os dois grupos criará “valores e sinergias, compartilhando culturas similares” e permitirá que a empresa “diversifique seus negócios adicionando novas linhas dos produtos e serviços”.

Fonte: G1